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Alvíssaras

O que acontece quando um jornal local com décadas de história se cruza com a visão de um nativo digital? O Martim tem 19 anos e é a nova cara na rubrica Desporto. Numa redação onde a experiência é o pilar, o Martim entra como a ponte para as novas gerações, provando que a paixão pelas histórias locais não tem idade. Quisemos saber o que motiva um jovem da geração Z a escrever para o público do nosso resiliente A Voz de Paço de Arcos e como ele planeia transformar a nossa forma de ver o desporto na região. É com especial satisfação que o recebemos e inauguramos esta ponte entre a tradição da nossa folha de papel e a velocidade do mundo digital, certos de que a energia do Martim será o clique que faltava para levar o nosso desporto local mais longe, em todos os formatos e para todas as gerações. Seja muito bem-vindo.

Entrevista

JPDA – Quem é o Martim? Dê-nos um breve relato de si, idade, família, etc.

mb – Sou o Martim Belas, um jovem português de 19 anos (nascido em 2006) que vive em
Oeiras, mais precisamente em Paço d’Arcos. Além dos meus pais, tenho dois irmãos a
morar comigo, um mais novo, com 13 anos e outro mais velho, com 22. Sou um rapaz
católico e bastante interessado por futebol (sócio do Sporting Clube de Portugal há mais
de uma década), com interesse especial pela vertente do negócio que o futebol
representa na atualidade. Como curiosidade sobre mim posso mencionar que tenho
conhecimentos em quatro línguas distintas (português: nível nativo, inglês: nível fluente,
espanhol: nível avançado e francês: nível básico). Convido todos os que queiram
conhecer mais sobre o meu percurso passado e atual a visitar a minha página no
LinkedIn (linkedin.com/in/martimbelas).

JPDA – Como é o seu dia-a-dia?

mb – O meu dia-a-dia, acima de tudo, é bastante rico e, consequentemente, muito
preenchido. Tenho diversos campos diferentes na minha vida a decorrer em simultâneo,
nomeadamente a minha licenciatura (estou a frequentar o segundo ano da licenciatura
em Gestão de Recursos Humanos no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da
Universidade de Lisboa), o meu estágio como dirigente de futebol no Clube Recreativo
Leões de Porto Salvo (sou o coordenador assistente do futebol masculino de formação
e o gestor de equipa da equipa sub-19 de futebol masculino) e a minha prática de
badminton (sou atleta federado pela Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo).

JPDA – Desenvolve trabalho como voluntário: como surgiu esta decisão, em
que área atua e como tem sido essa experiência?

mb – O trabalho que desempenho como voluntário é um dos campos atuais da minha vida
pelos quais mais me apaixono e sinto realizado. Sou colaborador geral na Associação
Lage em Movimento, associação situada no bairro social da Laje (concelho de Oeiras,
freguesia de Porto Salvo). Numa base rotineira, colaboro no desenvolvimento de
atividades sociais, educativas e desportivas com as crianças (dos 7 aos 16 anos) do
bairro, desde junho de 2024. Decidi abraçar este projeto devido à remuneração
assegurada pela Câmara Municipal de Oeiras ao abrigo do programa Tempo Jovem, algo
que agora pouco me importa nesta atividade. Tem sido uma experiência bastante
gratificante e enriquecedora.

JPDA – Fale-nos da sua perspectiva para o futuro mais próximo e a longo
prazo,

mb – Para um futuro a curto e médio prazo, tenho como intenções claras terminar a minha
licenciatura e iniciar um mestrado, preferencialmente o mestrado em Gestão na Nova
School of Business and Economics. Tenciono também manter-me ativo na maioria dos
campos da minha vida atual e explorar novas relações interpessoais, aprofundando
também algumas das já existentes. Numa perspetiva de futuro a longo prazo, a nível
pessoal pretendo constituir família e manter uma vida muito equilibrada, algo que
considero que já acontece atualmente. Por outro lado, a nível profissional, é minha
intenção construir e consolidar uma carreira no dirigismo desportivo, tornando-me o
diretor desportivo dum clube de futebol.

JPDA – Como o Martim vê a sua participação na Associação Cultural A Voz de
Paço Arcos mais especificamente no pelouro do desporto do Jornal A Voz de
Paço de Arco?

mb – Acima de tudo, encaro a minha participação na Associação Cultural A Voz de Paço de
Arcos como uma oportunidade para enriquecimento pessoal e da associação, sempre
através de estar aberto a aprender (enriquecimento pessoal) e a dar o melhor de mim
(enriquecimento da associação). Relativamente à realidade de agarrar o pelouro do
desporto do jornal A Voz de Paço de Arcos (físico e digital), penso que representa uma
oportunidade excelente para aliar o meu interesse pelo desporto, nomeadamente pelo
futebol, ao meu interesse (ainda pouco explorado) pela escrita e pelo jornalismo
desportivo. O facto de possuir alguns conhecimentos sobre a realidade desportiva do
concelho de Oeiras é uma característica que joga a meu favor nesta oportunidade.

JPDA – Neste contexto, já planificou o trabalho a desenvolver? De que forma
pode este desafio contribuir para a realização dos seus objectivos pessoais

mb – O trabalho que pretendo desenvolver na Associação Cultural A Voz de Paço de Arcos
envolve, na sua grande maioria, a publicação de artigos relacionados com desporto em
formato digital e na versão física do jornal. Tenciono publicar um artigo em todas as
edições do jornal físico, ou seja, bimestralmente, assim como um artigo digital por mês.
O artigo do jornal físico será igual ao artigo digital do respetivo mês. Este desafio
contribuirá para a realização dos meus objetivos pessoais na medida em que dar-me-ei
a conhecer a novos públicos através do jornalismo, algo que me pode conduzir a certas
oportunidades futuras relacionadas com este tema, o que vejo com bons olhos.

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Renato Batisteli Pinto

Licenciado em marketing pela ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo Brasil, autodidata em marketing digital. Humanista e amante das artes. Experiência em marketing digital aplicado aos negócios locais.

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