Alfred Hitchcock

The Lady Vanishes
Alfred Joseph Hitchcock, nascido no bairro de Leytonstone, nordeste de Londres, no dia 13 de Agosto de 1899, foi um realizador e produtor cinematográfico britânico.
Amplamente considerado um dos mais reverenciados e influentes cineastas de sempre, foi eleito pelo jornal britânico “The Telegraph” como o maior realizador da história da Grã-Bretanha e, pela “Entertainment Weekly” (igualmente uma publicação do seu país), o maior do cinema mundial, a exemplo do que sucedeu com o “The Screen Directory”, uma publicação sobre cinema, a citar «O maior realizador de todos os tempos.» Conhecido como “Mestre do Suspense”, realizou 59 longas-metragens durante seis décadas de carreira. Tornou-se também famoso por causa de diversas entrevistas, das frequentes aparições em seus filmes (os designados cameo) e da apresentação da série de televisão, “Alfred Hitchcock Presents” / “Alfred Hitchcock Apresenta” (1955-1965), realizando ele 17 episódios, num total de 361.
A série mudou o seu nome original, para as 3 últimas temporadas, “The Alfred Hitchcock Hour”. Tratava-se de um programa com vários episódios de crime e suspense que fez imenso sucesso, servindo para aumentar ainda mais a sua popularidade. Também foi realizador de curtas-metragens, documentários e outros episódios em televisão.

Recuando agora até à sua infância, era filho de William Hitchcock e Emma Jane Wehlan, donos de um comércio de frutas e verduras. O jovem Alfred recebeu do seu pai, uma educação rígida de formação católica e repressiva que marcou profundamente o seu carácter e a sua personalidade.
Em 1906, juntamente com a família, foi morar em Poplar, nordeste de Londres, época em que ingressou no Convento Howrah. Em 1908, mudaram-se para Stepney, não muito longe da anterior residência, onde Alfred estudou no St. Ignatius College, fundado pelos jesuítas, em 1894, destinado a rapazes entre onze e dezoito anos, bastante conhecido pelo rigor em sua disciplina.
No seu primeiro ano, destacou-se pela aplicação que tinha, recebendo menção honrosa e conquistando uma excelente média em Latim, Francês, Inglês e formação religiosa. Nos últimos anos, já se comportava com ironia e fazendo traquinices, na companhia dos colegas.

Ainda na escola, Hitchcock visitava o Museu Negro da Scotland Yard, para contemplar as colecções de relíquias criminais e o Tribunal do Crime de Londres, onde assistia ao julgamento de assassinos, anotando tudo.
Posteriormente, ele falava dessa época com amargura, dizendo: «Eu sentia-me aterrorizado pela polícia, pelos jesuítas e pelas punições, mas essas são as raízes do meu trabalho.»
Com catorze anos, deixou o colégio e começou a estudar Engenharia na School of Engineering and Anavigation e, de seguida, fez o curso de Desenho na Escola de Belas Artes da Universidade de Londres.
Ao mesmo tempo, ajudava os pais no comércio, sendo dessa época que descobriu um novo passatempo, o cinema, quando estava a impor-se como uma das actividades lúdicas mais importantes de Londres.
Em 1914, com a morte de seu pai e o início da Primeira Guerra Mundial, voltou para Leytonstone, onde começou a trabalhar nas oficinas da Henley Telegraph and Cable Company.
Foi dispensado do recrutamento graças ao seu trabalho na companhia que colaborava com a guerra e, também, por sua obesidade. Descontente com o serviço, depressa foi transferido para o departamento de publicidade.
O seu interesse por cinema crescia e, aos 16 anos, lia com avidez as revistas da especialidade, não perdendo os filmes de Charlie Chaplin, Buster Keaton, Douglas Fairbanks e Mary Pickford.
Em 1920, com 21 anos, ao saber da instalação de uma companhia cinematográfica norte-americana em Londres, a Famous Players-Lasky, reuniu alguns esboços de decoração que havia desenhado para filmes mudos e apresentou-se nessa empresa, conseguindo o emprego.
Trabalhou como criador de letreiros de filmes e depois, na preparação de cenários e pequenos diálogos em produções novas, sob a direcção de Georges Fitz, ensinando-lhe este realizador, as técnicas de filmagem, aprendendo também a editar, tornando-se assistente de realização.
(continua no próximo número)
Luís Amorim
(escreve de acordo com a antiga ortografia)

Créditos dos posters:
Franck Mandelsaft
Sadie. No pin Limits
Crédito da caricatura:
Paulo Pinto (Pinto Caricaturas)
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