Sobre fazer o que nos dá na real gana

O mundo tem-nos mostrado que nada podemos dar por garantido. E assim, só sobra espaço para uma coisa: fazer o que nos dá na real gana! Quando em criança ouvia os adultos dizerem que a vida era demasiado curta, achava que estavam só a exagerar. Já na adolescência, achava que podiam ter o seu “q” de verdade. Mas agora, já adulta (que remédio…), sei que a frase é totalmente verdadeira. A vida é de facto demasiado curta. Demasiado curta para a vivermos com medo. Que sentido faz continuarmos a fazer coisas que nos deixam infelizes? Porquê fazer fretes? Para daqui a umas décadas nos podermos lamentar? Tudo bem que o lamento é tão comum por terras lusas como a saudade, mas, caramba, decerto que por esta altura já a maior parte de nós percebeu o que nos faz realmente bem. Porque não o pomos logo em prática? Porquê esperar pelo amanhã ou pelo “momento certo”? Não há momentos certos. Há momentos que, simplesmente, devemos aproveitar para começar. Para ir. Para não regressar. A nossa liberdade termina onde começa a do outro, por isso há alguns limites…o que era da Terra sem eles?! Há dias em que de facto me apetece atirar um balde de água pela janela abaixo quando o barulho na esplanada do café é quase ensurdecedor e não me deixa estar concentrada nas minhas leituras. Mas como não posso, tento só respirar fundo. No entanto, há todo um leque de oportunidades nesse espaço que temos para fazer o que nos dá na real gana. Fazê-lo, não aproveitando para magoar ou condicionar os outros, mas sim para nos libertarmos a nós. Do que todos à nossa volta pensam. Do que todos à nossa volta querem que façamos ou do que todos à nossa volta querem que sejamos. Apesar de já contar com quase 30 anos, continuo a gostar muito de filmes de animação e aqui há dias vi um chamado “Ferdinando”, da Disney. O filme retrata a história de um touro enorme que não gosta de violência. O sonho dos outros touros com quem passa os seus dias é serem escolhidos para participar em touradas e combaterem olhos nos olhos contra um matador. Mas este não é o caminho que o Ferdinando quer seguir. Ele não quer combater, não quer ser obrigado a ser agressivo, quer apenas saber do bem-estar dos seus amigos e de…flores! Sem desvendar o final deste filme, é importante dizer que de tudo o Ferdinando faz para fugir a este destino que outros querem escolher para si. E é difícil essa luta, é um remar contra a maré. No entanto, se ele não o fizer por ele e se não o fizermos por nós, pela nossa felicidade, mais ninguém fará. Cada um é responsável pela sua própria satisfação e pelo seu próprio caminho. Que sentido faz deixarmos as nossas vidas em mãos alheias? O desafio que lanço é que algures nos próximos dias façam algo que vos dê na real gana! Seja uma viagem aventureira, um passeio pelo bosque, um mergulho num mar de Inverno…aventurem-se pela liberdade. Seja o que for que vos der na real gana, o importante é que o façam!

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