José Maria dos Santos Zoio

É com enorme pesar e profunda tristeza, que participamos aos nossos Associados e estimados Leitores a morte do Poeta JOSÉ MARIA DOS SANTOS ZOIO, natural do Porto, que hoje acabou por nos deixar depois de um internamento de apenas oito dias no Hospital São Francisco Xavier, combatendo o COVID.

De salientar que SANTOS ZOIO, era actualmente Director – Adjunto da Associação Cultural a Voz de Paço de Arcos, onde prestou uma assídua e valiosa colaboração, dado os seus conhecimentos informáticos e gráficos, pelo que ficamos eternamente gratos.

O POETA SANTOS ZOIO, também foi Associado da Associação Portuguesa de Poetas onde chegou a exercer cargos de Presidente de Direcção – anos 2000 a 2002. Tendo sido um dos sócios Fundadores em 1985. Foi com Luis Filipe Soares, autor da Sigla e dos Estatutos (na altura) da APP. Mais esclarecemos, que sua Esposa D. Adelaide Zoio também faleceu com o COVID , no fim de semana 24 e 25 de Abril, pois não há uma certeza do dia.

Paz às suas almas!


Adelaide Zoio

Foi com grande tristeza que recebemos a notícia do falecimento da nossa amiga LAI, mulher de Santos Zoio, que também partiu, dias depois.
A vida os juntou, e a ambos a morte levou juntos para outra dimensão.
Após uma vida de grande cumplicidade no sofrimento pela tragédia que os atingiu, a morte do seu único filho, foram atingidos pela grande tragédia que é a Covid.
Descansem em paz
Nunca os esqueceremos.


José Marreiro

A Minha Floresta Ardeu

Poema dito em homenagem ao casal Adelaide Zoio (memória) e o Poeta Santos Zoio – Peniche em 2022-04-28

Virgínia Branco

Já não ouço os estalidos secos
dos pinheiros,
nem do restolho bravio.
À minha volta tudo ficou um
braseiro
depois nem só um pavio!
Fogo que queimaste a urze da
minha vida,
a flor do rosmaninho...
e o amor e o carinho
daqueles que eu amava !
As papoilas rubras da verdade que nos unia
murcharam para sempre.
Já nem para a espiga as teria.
Ai flores do meu jardim,
tão cedo, de madrugada
eis que se queimou a amarra
e deixaram de florir para mim!
Eram rosas, eram cravos, margaridas e jasmins!
Agora os pardais já não depenicam
os pinhões gordos, nem as uvas da parreira.
Já não acendo a lareira
que me aquecia à noitinha;
Está vazia a minha esteira
não tem caruma nem pinhas.
A coruja não mais se ouviu,
O cuco ? Esse fugiu !
Os grilos ainda cantam trinados com seu grigri
Mas não são os concertos de outrora...;
Aqueles que então ouvi.
Já não me pico nas silvas
para apanhar as amoras.
Nem sei se há hortas...
desapareceram as noras!
As borboletas singelas poisadas nas madressilvas,
eram tão lindas, tão belas...
Hoje também não conto com elas.
Como são curtas as vidas!

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